Coronel do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA fala sobre lições aprendidas em missão no Oriente Médio
Um coronel do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA que comandou uma unidade da Marinha que participa de operações militares contra o Irã diz que as forças iranianas são “muito criativas e inovadoras”.
A 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, alocada na província japonesa de Okinawa, foi enviada ao Oriente Médio em março deste ano, se juntando a outras unidades de todo o mundo para participar da operação, que incluiu o bloqueio dos EUA a embarcações que entram ou saem dos portos iranianos. A unidade retornou a Okinawa em julho.
O coronel Chris Niedziocha, que era o comandante da unidade na época, falou com a NHK e outras agências de notícias no Pentágono, perto de Washington.
O coronel disse que as forças iranianas são “muito criativas e inovadoras” e “adotam sistemas não tripulados”. Ele falou que cada parte das forças dos EUA foi sobrevoada e vigiada pelos iranianos.
Disse ainda que, quando a unidade da Marinha chegou no local, as forças iranianas já estavam deterioradas, mas eram adaptáveis. Ele comentou que as tropas dos EUA precisavam ter muito cuidado e sempre tratar os iranianos com o maior respeito. Ele disse: “Se você não levá-los a sério, eles vão tirar proveito disso”.
Quando lhe pediram para comparar esta experiência às ameaças da China, Niedziocha respondeu que as forças iranianas não tinham nem a capacidade nem os recursos que os militares chineses teriam, mas “certamente há muitas lições a serem aprendidas”.
Ele disse: “Passamos muito tempo pensando e analisando como tal cenário se aplicaria à Primeira Cadeia de Ilhas”, que se refere à cadeia de ilhas que se estende desde as Ilhas Nansei, do Japão, passando por Taiwan e Filipinas.
Fonte: NHK World
