O que esperamos do ano e o que ele também espera de nós.
Fala-se muito acerca das expectativas para o novo ano. Há sempre algo que se espera dos próximos 365 dias. Uns pedem a Deus, outros a Oxalá, outros ao universo.
Mas é importante pensar: o que será que o ano espera de nós?
Porque uma coisa é certa: também temos nossa parcela de participação nas coisas, por mais misteriosas que elas sejam. Portanto, não seria melhor concentrarmos nossos pedidos em nós mesmos?
Por exemplo: não há como pedir um corpo “trincado” sem antes pedir força de vontade para ir treinar.
Não há como pedir para ganhar na Mega-Sena sem antes jogar.
Não há como pedir saúde se não se coloca uma cenoura sequer no prato e não se faz exames preventivos.
Não há como pedir para passar no vestibular se não se estuda o suficiente. No mínimo, é preciso pedir a Deus — ou a quem quer que seja — comprometimento com os estudos.
A importância da fé até é comprovada, mas, se Deus existe, certamente Ele também espera algo de nós. Não nos tiremos essa responsabilidade.
Há possibilidade, por exemplo, de usar a cor amarela para atrair dinheiro, mas passar os dias fazendo dívidas, sem ir atrás da prosperidade? Acredito que não — a menos que se ganhe na Mega-Sena. Lembrando que, para ganhar, é preciso jogar.
Concentrar os pedidos nas nossas ações também é importante. Porque uma parcela pode ser Deus, os orixás, Oxalá ou o universo, mas outra parcela é nossa.
Se esperamos algo de 2026, saibamos que a recíproca também é verdadeira: ele também espera algo de nós.
