O que a vida e a gramática têm em comum.

Primeiramente, caro leitor, espero que você tenha reparado nesse “têm” no plural. Sim, pois se trata de vida + gramática.

Sei que já disse algumas vezes que a gramática e a vida são antíteses. Mas hoje vi algo em comum entre as duas: o conformismo. Precisamos nos conformar com elas, muitas vezes.

Os aquarianos têm mania de contestar regras:

“Mas por que isso?” “Por que aquilo?”
“Não faz sentido!”

Não sei se vocês lembram de que, no Castelo Rá-Tim-Bum, o personagem Zequinha perguntava o “porquê” (motivo) de absolutamente tudo. E, após muitas insistências, as pessoas respondiam:

“Porque sim, Zequinha.”

E “porque sim” é resposta ou não é?

Sobre a vida e a gramática, há determinadas coisas que até têm explicação. Mas não nos compete concordar ou não.

Há pessoas que foram contra a reforma ortográfica da língua portuguesa, por exemplo. Mas nem por isso as regras deixaram de ser estabelecidas. Com a vida é a mesma coisa. Entendendo ou não, conhecendo ou não o motivo das coisas, levantamos no dia seguinte e fazemos tudo sempre igual, como diria Chico Buarque em Cotidiano:

“Todo dia a gente faz tudo sempre igual.”

E qual é a explicação?

A vida é uma rotina? Por quê?
Por que estamos aqui?

Depois de tantas perguntas sem respostas, talvez alguns prefiram as regras gramaticais.

Eu as prefiro. Sempre.

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