Relatório da PF cita mensagens sobre pagamentos à empresa ligada a Toffoli

Coluna de Mônica Bergamo informa que presidente do STF recebeu documento e que Corte deve discutir possível suspeição do ministro no caso Banco Master

Foto: ASCOM/STF

Segundo a colunista Mônica Bérgamo, a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que atuava como gerente do caixa do empresário. Nas conversas, eles discutem e combinam pagamentos para a empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toffoli é sócio. O documento menciona repasses feitos inclusive em 2025, ano em que o negócio envolvendo o resort Tayayá teria sido concluído.

A reportagem também aponta que há mensagens diretas entre Toffoli e Vorcaro. De acordo com fontes que tiveram acesso ao relatório, essas conversas não tratam de dinheiro ou negócios, mas combinam encontros e fazem referência a festas e confraternizações com a presença de outras autoridades que não pertencem ao STF.

Ainda segundo Mônica Bergamo, o ministro Edson Fachin compartilhou o conteúdo do relatório com outros integrantes da Corte e notificou Toffoli para prestar explicações formais. O Supremo deverá discutir se o ministro deve ou não ser declarado suspeito para continuar como relator de processos relacionados ao Banco Master.

A defesa de Dias Toffoli sustenta que ele é sócio da Maridt há anos, trata-se de empresa familiar estruturada como Sociedade Anônima de livro, razão pela qual seu nome não aparece em registros públicos. O ministro afirma que os valores recebidos referem-se à venda de 33% do resort Tayayá para um fundo ligado ao Banco Master, que todas as transferências foram lícitas, declaradas à Receita Federal e possuem origem rastreável. Ele também argumenta que deferiu pedidos da Polícia Federal contra Daniel Vorcaro, como buscas e apreensões, o que afastaria qualquer hipótese de favorecimento.

Fonte: Jornal Fato News

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