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Robô da Sony desafia jogadores de elite no tênis de mesa e impressiona cientistas japoneses

Sistema com inteligência artificial reagiu a bolas com efeito e até mudanças inesperadas de trajetória

Sony AI

Uma equipe de pesquisa da Sony Group desenvolveu um robô autônomo de tênis de mesa capaz de enfrentar atletas de elite e vencer parte deles em partidas disputadas sob as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa.

O robô, chamado Ace, foi criado pela Sony AI e apresentou desempenho avançado em testes descritos em artigo publicado em 22 de abril na revista científica Nature. Embora ainda não consiga superar jogadores profissionais de forma consistente, o sistema demonstrou capacidade de devolver bolas com diferentes tipos de efeito, além de reagir a mudanças inesperadas de trajetória durante as partidas.

O Ace utiliza um braço robótico com oito articulações e várias câmeras instaladas ao redor da mesa para acompanhar a velocidade e o movimento da bola. O sistema é controlado por inteligência artificial, permitindo identificar jogadas, prever trajetórias e responder rapidamente à rotação e à velocidade dos lances.

Segundo a Sony AI, pesquisadores da área de robótica tentam há mais de quatro décadas desenvolver uma máquina capaz de trocar bolas com humanos em alto nível no tênis de mesa. A empresa afirma que o Ace representa um avanço importante diante da complexidade envolvida no esporte.

Nos testes realizados, o robô enfrentou cinco jogadores de elite, todos com mais de dez anos de experiência competitiva, e venceu três deles. Contra dois atletas profissionais em atividade, perdeu confrontos disputados em melhor de cinco sets, mas conseguiu vencer um dos sete jogos realizados.

De acordo com os pesquisadores, o sistema marcou pontos utilizando diferentes variações de efeito e conseguiu devolver bolas com ampla diversidade de rotação. O robô também respondeu a lances em que a bola alterou a trajetória após tocar a rede.

O tênis de mesa é considerado um dos maiores desafios para sistemas robóticos por exigir tempo de reação extremamente curto e previsão constante de movimentos complexos.

Segundo o estudo, o desempenho do Ace indica que sistemas de inteligência artificial podem alcançar ou superar humanos em atividades físicas interativas baseadas em habilidade. Os pesquisadores afirmam ainda que tecnologias semelhantes poderão ser aplicadas futuramente em áreas como manufatura e robótica de serviços, que exigem interação em tempo real com pessoas.

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