Câmara Baixa do Japão aprova projeto de lei para assegurar o número de membros da família imperial
A Câmara Baixa do Japão aprovou um projeto de lei para revisar a Lei da Casa Imperial com o objetivo de assegurar o número de membros da família imperial. É provável também que a legislação seja aprovada na Câmara Alta durante a atual sessão do Parlamento do Japão.
Sob uma revisão, as mulheres permaneceriam na família imperial após o casamento. Atualmente, elas deixam a família ao se casarem com pessoas que não integram a família imperial. O projeto de lei também permite a adoção de descendentes homens na linhagem masculina de antigos ramos imperiais. Os adotados não poderiam suceder ao trono, mas seus filhos do sexo masculino estariam habilitados à sucessão.
O Partido Liberal Democrático, situacionista, e seu parceiro na coalizão governista, o Partido da Inovação do Japão, estavam entre os que votaram a favor do projeto de lei na sexta-feira. Na oposição, a Aliança Centro-Reformista, o Partido Democrático para o Povo e o Sanseito foram favoráveis ao projeto.
O Partido Comunista do Japão e o Reiwa Shinsengumi estavam entre as siglas que votaram contra o projeto de lei.
Já o partido Time Mirai deixou a critério de cada integrante a decisão sobre como votar.
Uma resolução suplementar também foi adotada por um comitê na Câmara Baixa. A resolução determina estudos contínuos sobre formas de garantir uma sucessão imperial estável, com base na evolução do número de membros da família.
Atualmente, a família imperial consiste no imperador Naruhito e 15 outros membros. De acordo com a Lei da Casa Imperial, o Trono Imperial é sucedido por homens da linhagem masculina. No momento, há apenas três membros habilitados e, entre eles, apenas o príncipe Hisahito pertence à geração mais jovem da família. Tal situação gerou preocupações sobre o futuro da sucessão imperial.
Fonte: NHK World
