Engenheira civil é presa suspeita de fazer parte de organização criminosa
OPERAÇÃO AXIS MOBILIZA REGIÃO!
Uma engenheira civil, identificada pelas iniciais J.K.S., de 32 anos, moradora de Severínia, foi presa temporariamente na manhã de segunda-feira, 30, suspeita de integrar uma organização criminosa que atua na região. A prisão ocorreu durante a Operação Axis, deflagrada pela Delegacia de Investigações Gerais de Catanduva.
Além da prisão, dois veículos foram apreendidos em Severínia, sendo um VW Polo, preto, ano 2024, pertencente a uma locadora, e um Hyundai Creta, branco, ano 2023, com placas de Pindorama, ambos recolhidos por determinação judicial.
CUMPRIMENTO DE MANDADO
O mandado de prisão temporária foi cumprido por investigadores do SIG, Serviço de Investigações Gerais de Olímpia, que atuaram na operação sob coordenação da DIG de Catanduva. A ação integra um conjunto de medidas contra crimes como estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e delitos contra instituições.
Após a prisão, a engenheira foi conduzida à Delegacia de Polícia de Olímpia e, posteriormente, encaminhada para a cadeia feminina de Catanduva, onde permaneceu à disposição da Justiça.
BUSCAS EM ENDEREÇOS
Durante a operação, foram realizadas buscas em dois endereços em Severínia, sendo um na avenida Ataíde Ferreira da Silva, no conjunto habitacional Dr. João, e outro na rua professora Nair de Almeida, na região central da cidade.
A ação em Severínia foi comandada pelo delegado Daniel do Prado Gonçalves, responsável pela coordenação das equipes locais que participaram do cumprimento das ordens judiciais.
OUTRA INVESTIGADA OUVIDA
Uma segunda investigada, identificada como B.R.C., de 31 anos, autônoma, também foi abordada e levada à delegacia em Olímpia, onde prestou depoimento. Após ser ouvida, ela foi liberada. As versões apresentadas pelas envolvidas não foram divulgadas pelas autoridades.
As investigações seguem sob sigilo, e não foram informados detalhes sobre o possível envolvimento específico de cada suspeita no esquema investigado.
OPERAÇÃO EM QUATRO CIDADES
A Operação Axis foi realizada simultaneamente nas cidades de Catanduva, São José do Rio Preto, Paraíso e Severínia. No total, 18 pessoas foram presas durante a ação policial.
Os veículos apreendidos permanecem à disposição da Justiça e poderão ser utilizados como elementos de prova no decorrer das investigações, que continuam em andamento para apurar a extensão das atividades do grupo criminoso.
ESQUEMA UTILIZAVA “LARANJAS”
De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava pessoas conhecidas como “laranjas” para firmar contratos de financiamento de veículos de alto valor, já com a intenção de não quitar as parcelas.
Após o bloqueio dos automóveis pelas instituições financeiras, os investigados negociavam as dívidas por valores inferiores, regularizavam a pendência e retomavam a posse dos veículos.
REVENDA GERAVA LUCRO ILÍCITO
Com a situação regularizada, os veículos eram recolocados no mercado e revendidos pelo valor original, gerando lucro ilícito para a organização e prejuízos significativos ao sistema financeiro.
Entre janeiro de 2020 e janeiro de 2025, a investigação identificou 278 veículos vinculados ao esquema, avaliados em aproximadamente R$ 22,6 milhões.
MANDADOS E BLOQUEIO DE BENS
Com base nas apurações, a Polícia Civil cumpriu 21 mandados de prisão temporária e 52 mandados de busca e apreensão durante a operação.
Além das prisões e apreensões, também foram solicitados bloqueios de bens e contas bancárias dos investigados, como forma de interromper a movimentação financeira do grupo.
TRÊS SUSPEITOS SEGUEM FORAGIDOS
Apesar das prisões efetuadas, três suspeitos continuam foragidos e são considerados peças importantes dentro da organização criminosa.
As investigações prosseguem com o objetivo de localizar os envolvidos restantes e aprofundar a apuração sobre a extensão do esquema fraudulento na região.
Fonte: iFolha
