FMI eleva projeção de crescimento global, puxada por investimentos em IA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua projeção para o crescimento econômico mundial deste ano. Como razão, o órgão cita fortes investimentos em inteligência artificial. No entanto, o FMI adverte que a geopolítica e a tecnologia interagem de forma a criar uma “economia global dividida”.

O FMI publicou seu último relatório de Perspectivas Econômicas Mundiais na terça-feira. Nele, a projeção de crescimento global para 2026 foi revisada em 0,1 ponto percentual em relação à estimativa anterior, divulgada em julho, chegando agora a 3,1%.

O FMI também apontou para os combates no Oriente Médio e as contínuas tensões comerciais.  

Mas argumenta que um forte investimento em IA, juntamente com medidas como o estabelecimento de rotas alternativas para o transporte de energia, ajudaram as economias a enfrentar os choques até agora.

O FMI estima que os EUA cresçam 2,3% este ano, o mesmo percentual da avaliação anterior.

No Brasil, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,85% para 2026. Para 2027, a expectativa continuou em 1,40%. Em 2028, a estimativa passou de 1,81% para 1,83%.

Além disso, o fundo estima um crescimento de 1,1% para a zona do euro, um aumento de 0,2 ponto. Também coloca o crescimento do Japão em 0,7%, um aumento de 0,1 ponto.

A organização diz que 32 economias agora respondem por 95% do crescimento global. As projeções foram rebaixadas para cerca de 47% das economias.

O FMI observou que o crescimento está sendo “realocado entre os países”, gerando mais disparidade. Os principais fatores são a exposição ao choque de oferta induzido pela guerra e a força da demanda relacionada à IA. O fundo alertou que o investimento relacionado à IA pode cair se houver uma reavaliação das chances de lucratividade e produtividade no setor.

O FMI também disse que, à luz dos altos níveis de dívida e dos gastos obrigatórios dos governos, os países precisam voltar a focar na construção de seu espaço fiscal.

Fonte: NHK World/Agência Brasil

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