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Homem diz à polícia que matou uma pessoa, mas é liberado antes de crime ser descoberto

Suspeito agora é procurado nacionalmente após morte de mãe e filha em Hyogo; autoridades admitem que conversaram com ele dias antes da descoberta dos corpos

FNN

A polícia japonesa colocou na lista nacional de procurados Kenji Oyama, de 42 anos, suspeito de envolvimento no assassinato de duas mulheres na cidade de Tatsuno, na província de Hyogo. O caso ganhou grande repercussão após as autoridades confirmarem que o homem chegou a confessar informalmente o crime para policiais dias antes da descoberta dos corpos, mas acabou sendo liberado porque os agentes não identificaram relação concreta com nenhum homicídio naquele momento.

Segundo a investigação, Oyama é suspeito de matar Chihiro Tanaka, de 52 anos, e sua mãe, Sumie Tanaka, de 74 anos, usando um objeto semelhante a uma faca dentro da residência das vítimas por volta de 13 de maio. Os corpos foram encontrados apenas seis dias depois, em 19 de maio, quando a polícia passou oficialmente a tratar o caso como homicídio.

De acordo com a emissora NHK, investigadores revelaram que Oyama foi abordado por policiais no dia 16 de maio, na cidade de Takasago. Na ocasião, ele estava deitado na rua e teria dito aos agentes: “matei uma pessoa”. No entanto, segundo pessoas ligadas à investigação, o homem aparentava estar confuso e não forneceu detalhes específicos sobre o suposto crime. Como não havia registro de assassinato compatível naquele momento, os policiais não conseguiram relacionar a declaração a nenhum caso concreto.

Após a conversa, os agentes chegaram a levá-lo até uma região próxima ao local onde ele havia morado anteriormente, em Tatsuno. Dias depois, mãe e filha foram encontradas mortas e o paradeiro do suspeito já era desconhecido.

As investigações apontam que Oyama morou ao lado da casa das vítimas cerca de dez anos atrás. A ligação entre ele e o crime se fortaleceu ao longo da apuração, levando a polícia a obter um mandado de prisão no sábado (23). No dia seguinte, as autoridades divulgaram fotos do suspeito e iniciaram buscas em nível nacional.

Segundo a polícia, objetos pessoais das vítimas — incluindo dinheiro, carteiras, cadernetas bancárias e celulares — permaneciam dentro da residência, o que indica que o crime provavelmente não teve motivação financeira.

As autoridades descrevem Oyama como um homem magro, com cerca de 1,60 metro de altura e cabelo preto. No período após o crime, ele teria usado boné preto e óculos de armação escura.

A polícia segue pedindo informações sobre o paradeiro do suspeito e disponibilizou o telefone da Delegacia de Tatsuno para denúncias e relatos relacionados ao caso.

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