Necessidade de assistência é urgente na Venezuela passadas 2 semanas de fortes terremotos

A contagem de mortos na Venezuela passa de 3.800 duas semanas após os fortes terremotos ocorridos no país. A presidente interina prometeu não poupar esforços na prestação de assistência a pessoas afetadas.

Em 24 de junho, sacudiram a nação dois terremotos de magnitude superior a 7. O governo da Venezuela divulgou a confirmação de 3.811 mortes até quarta-feira. Um grande número de pessoas permanece desaparecido.

Danos causados pelos terremotos foram observados até mesmo na capital, Caracas, que dista cerca de 160 quilômetros do epicentro. O desabamento de um edifício de apartamentos na capital teria causado a morte de sete pessoas. Moradores eram vistos vasculhando escombros em busca de recordações.

Entre as pessoas que habitavam o prédio está uma mulher de 50 anos, que mora agora na casa de um conhecido. Ela disse estar em compasso de espera por não saber se receberá algum tipo de auxílio para reconstruir a vida.

O governo venezuelano informa que cerca de 18 mil pessoas ficaram sem moradia e que muitas são forçadas a viver em algum dos 87 acampamentos temporários.

Em pronunciamento feito quarta-feira na televisão estatal, a presidente interina da Venezuela se comprometeu a fazer todo esforço possível para agilizar iniciativas de oferecimento de assistência a pessoas afetadas e a trabalhar na recuperação.

Falando diante de suprimentos assistenciais recebidos de várias nações, Delcy Rodríguez disse ser de suma importância olhar de frente para o futuro. Ela enfatizou a necessidade de levar adiante esforços de recuperação por meio da criação de programas de emprego e de reconstrução da infraestrutura.

Indivíduos de outros países e organizações não governamentais já iniciaram a entrega de auxílio principalmente em áreas mais afetadas, ao longo da costa do Caribe. A ONU tem instado a comunidade internacional a dar continuidade à assistência.

Fonte: NHK World

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