Quem é Oséias Gomes, CEO suspeito de mandar matar diretor

Empresário fundou a Odonto Excellence, rede com mais de 1,3 mil unidades em quatro países

Oséias Gomes, indiciado pela Polícia Civil.
Foto: Redes Sociais

O nome de Oséias Gomes de Moraes entrou em alta nas buscas após a Polícia Civil do Paraná apontar o empresário como suspeito de mandar matar José Claiton Leal Machado, diretor da Odonto Excellence, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

Natural de Carambeí, também nos Campos Gerais, Oséias tem 54 anos e é fundador e CEO da Odonto Excellence, rede sediada em Ponta Grossa e considerada a maior franqueadora de clínicas odontológicas do Brasil.

A empresa possui mais de 1,3 mil unidades em quatro países. Além da atuação no setor odontológico, o empresário também é fundador da incubadora Lions Startups, tem um resort em Ponta Grossa e escreveu três livros sobre gestão empresarial.

Oséias Gomes de Moraes construiu carreira no setor de franquias odontológicas e se tornou conhecido pela criação da Odonto Excellence.

A empresa tem sede em Ponta Grossa e atua com clínicas odontológicas em modelo de franquia. A rede é apontada como a maior do segmento no Brasil e tem presença também fora do país.

Além da Odonto Excellence, Oséias fundou a Lions Startups, incubadora de startups também sediada em Ponta Grossa. Ele ainda possui um resort na cidade e publicou livros voltados à área de gestão empresarial.

Por que ele foi indiciado

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apura o assassinato de José Claiton Leal Machado, morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa.

Segundo a corporação, Oséias foi indiciado como suspeito de ser o mandante intelectual e financiador do crime. A investigação aponta que ele teria usado intermediários para contratar os executores e organizar os pagamentos.

O inquérito cita análise de dados telemáticos, quebras de sigilo bancário e depoimentos de testemunhas.

Qual seria a motivação

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o crime teria sido motivado por conflitos empresariais.

A investigação aponta que Oséias teria reagido a uma suposta tentativa de José Claiton de assumir o controle da empresa. O relatório também cita desavenças relacionadas à abertura de uma clínica concorrente.

Como o crime aconteceu

José Claiton Leal Machado foi morto em uma emboscada em frente à casa onde morava, em Ponta Grossa.

A ação é descrita pela polícia como coordenada e planejada previamente. A execução teria sido feita por terceiros, já identificados em fases anteriores da investigação.

Quem são os outros envolvidos

O inquérito cita Diones Henrique Rodrigues Raimundo como executor direto do assassinato. Ele já foi indiciado e condenado pelo homicídio.

Outros dois suspeitos, Wallax Alves da Silva e João Victor da Gama Cezário, foram pronunciados pela Justiça e aguardam o julgamento de recursos em liberdade.

Paulo Santos da Silva, conhecido como Pastor Paulo, é apontado pela polícia como coordenador do plano. Ele foi indiciado, pronunciado e está foragido.

O que diz a defesa

A defesa de Oséias Gomes nega o envolvimento do empresário no crime.

Em nota, o escritório Dalledone & Advogados Associados afirma que a narrativa dos autos é contrária ao que está sendo divulgado. A defesa sustenta que Oséias foi vítima de criminosos que estariam tentando extorqui-lo.

“Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. Isso é um absurdo”, afirmou o advogado Claudio Dalledone Junior.

O que acontece agora

Com a conclusão do inquérito, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

O indiciamento não representa condenação. Oséias Gomes só poderá ser considerado culpado se houver sentença definitiva da Justiça.

Fonte: Band Paraná https://www.band.com.br/band-parana/noticias/quem-e-oseias-gomes-ceo-suspeito-de-mandar-matar-diretor-202605141808

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