Rio Preto ocupa 4ª posição em mortes por síndrome respiratória no estado de São Paulo
São José do Rio Preto enfrenta um cenário preocupante em relação à saúde pública, registrando 32 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início do ano. O número coloca o município na quarta posição no ranking estadual de óbitos, ficando atrás apenas da capital paulista, de Osasco e de Campinas. Além das fatalidades, a cidade já contabiliza 520 casos confirmados de doenças respiratórias severas, o que a coloca como o terceiro município com maior incidência dessas enfermidades em todo o estado.
A situação é especialmente crítica para o público infantil, já que a maioria dos registros envolve crianças com idade entre 1 e 4 anos. Atualmente, 175 pacientes permanecem internados em unidades de saúde da cidade para tratar complicações respiratórias. O impacto já é visível na rede hospitalar: o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) opera com 95% de sua capacidade na enfermaria pediátrica e 75% de ocupação nos leitos de UTI, evidenciando a pressão sobre o sistema de atendimento.
Especialistas explicam que a combinação de baixas temperaturas e ar seco, comum nesta época do ano, favorece a circulação de vírus e o surgimento de gripes e resfriados. Médicos alertam os pais para sintomas graves em bebês e crianças, como febre alta persistente, recusa alimentar e dificuldade para respirar — sinalizada quando a musculatura entre as costelas parece “afundar” durante a respiração. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento hospitalar imediatamente para evitar o agravamento do quadro para uma bronquiolite ou pneumonia.
A principal estratégia de prevenção continua sendo a vacinação, mas os índices de imunização na cidade ainda são considerados baixos. Segundo a Secretaria de Saúde, apenas 21% das crianças foram vacinadas até o momento, enquanto o índice entre gestantes é de 42,3% e entre idosos é de 36,4%. Profissionais de saúde reforçam que gestantes vacinadas conseguem transferir anticorpos para os bebês, oferecendo uma proteção essencial nos primeiros meses de vida contra doenças que podem levar à internação ou ao óbito.
