Tedeschi diz que a ambulâncioterapia sobrecarrega, atormenta e exige mudanças na saúde regional

O pré-canidato a deputado estadual defende reorganização da rede pública para reduzir viagens de pacientes e desafogar os hospitais de referência

A ambulâncioterapia se transformou em um dos maiores desafios da saúde pública na região de Rio Preto. Todos os dias, milhares de pacientes deixam suas cidades em ambulâncias para realizar consultas, exames e procedimentos médicos em Rio Preto. Para o ex-vereador e pré-candidato a deputado estadual Eduardo Tedeschi (PL), esse modelo está esgotado e precisa ser revisto com urgência.

Segundo Tedeschi, a maioria dos pequenos municípios não possui estrutura para oferecer atendimentos especializados de baixa e média complexidade. Com isso, praticamente toda a demanda acaba sendo encaminhada para Rio Preto, que atende pacientes de mais de uma centena de cidades. “Quem sofre é o paciente, que passa horas na estrada, e também os hospitais, que recebem um volume muito maior de pessoas do que deveriam”, afirma.

Na avaliação dele, hospitais como o Hospital de Base acabam utilizando parte importante de sua estrutura para atender casos que poderiam ser resolvidos em unidades regionais. “São hospitais preparados para alta complexidade, mas que acabam absorvendo uma enorme demanda de baixa e média complexidade. Isso interfere diretamente na capacidade de atendimento dos casos mais graves”, diz.

Tedeschi observa que, mesmo com os investimentos feitos nos últimos anos para ampliar a estrutura hospitalar de Rio Preto, o número de pacientes transportados diariamente continua aumentando. Para ele, isso demonstra que apenas ampliar hospitais não resolve o problema. “Enquanto os pequenos municípios continuarem sem estrutura suficiente, as ambulâncias continuarão chegando todos os dias a Rio Preto.”

Como alternativa, ele defende a criação de consórcios regionais entre municípios vizinhos para manter policlínicas com especialistas, exames e pequenos procedimentos. Segundo Tedeschi, dividir custos entre várias cidades permitiria ampliar a oferta de atendimento mais perto da população e reduziria o número de pacientes encaminhados aos grandes hospitais.

Outra medida considerada necessária por ele é a atualização da tabela de remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS). “Os hospitais prestam um serviço essencial, mas convivem há anos com valores defasados. Sem recursos compatíveis com a realidade, fica muito difícil ampliar a rede de atendimento”, afirma.

Tedeschi também acredita que parte dos serviços especializados pode ser levada até as regiões mais distantes por meio de unidades móveis instaladas em carretas adaptadas, vinculadas aos hospitais de referência. Além disso, ele defende o fortalecimento da telemedicina para evitar deslocamentos desnecessários e agilizar consultas com especialistas.

Para o ex-vereador, enfrentar a ambulâncioterapia exige planejamento regional e integração entre União, Estado e municípios. “Precisamos aproximar a saúde das pessoas, e não obrigar as pessoas a percorrer centenas de quilômetros para receber atendimento. Essa mudança melhora a qualidade de vida dos pacientes, reduz gastos públicos e permite que o Hospitais de Base faça aquilo para o qual foi estruturado: atender, majoritariamente, os casos de maior complexidade”, conclui.

Fonte: Jornal Entre Cidades

Notícias Relacionadas