|

Entenda tudo sobre o caso do jovem americano encontrado morto em Quioto

Estudante de engenharia James “Weston” Higginbotham sumiu durante viagem com a família ao Japão; causa da morte permanece sob investigação

CNN

O estudante de engenharia James “Weston” Higginbotham, de 20 anos, que estava desaparecido desde o fim de maio durante uma viagem em família ao Japão, foi encontrado morto em uma área montanhosa nos arredores de Quioto. A informação foi confirmada neste domingo (7) pela mãe do jovem, Nancy Higginbotham, por meio de uma publicação nas redes sociais.

Segundo a família, o corpo foi localizado por um grupo voluntário de busca e resgate que atuava na região após o encerramento das operações oficiais conduzidas pela polícia japonesa. As autoridades ainda não divulgaram a causa da morte nem detalhes sobre as circunstâncias em que o estudante foi encontrado.

Natural do estado do Alabama, nos Estados Unidos, Weston cursava engenharia na Auburn University e viajava pelo Japão ao lado dos pais e do irmão desde 22 de maio. A viagem havia sido organizada como uma celebração pela formatura do Ensino Médio de seu irmão mais novo e marcava um momento especial para a família.

Desaparecimento ocorreu após separação temporária da família

O desaparecimento aconteceu em 29 de maio, quando a família visitava Quioto. Segundo relatos dos pais à imprensa norte-americana, o grupo enfrentava alguns desentendimentos durante a viagem. De acordo com informações divulgadas pela CNN, uma discussão envolvendo o uso frequente do ChatGPT por parte de sua mãe para o planejamento de roteiros turísticos teria contribuído para que Weston decidisse passar algumas horas sozinho explorando a cidade.

Enquanto os pais e o irmão visitavam um templo, o jovem optou por seguir sozinho. Horas depois, familiares perceberam, por meio do aplicativo de localização Life360, que o trajeto realizado por Weston havia mudado inesperadamente. Preocupados, eles enviaram diversas mensagens, mas não receberam resposta.

Registros apontam que o estudante embarcou em um trem e chegou à estação de Yamashina, no leste de Quioto, às 20h15. Imagens de câmeras de segurança o mostram deixando o local cerca de 15 minutos depois. Pouco depois, o sinal de seu telefone celular desapareceu e o sistema de rastreamento familiar deixou de transmitir sua localização.

A partir daquele momento, Weston não foi mais visto.

Operação mobilizou mais de 100 agentes

Após serem informadas do desaparecimento, as autoridades japonesas iniciaram uma ampla operação de busca na região de Yamashina. Segundo Nancy Higginbotham, mais de 100 policiais participaram das buscas, com apoio de helicópteros e cães farejadores. Imagens de monitoramento indicavam que o jovem poderia ter seguido em direção a trilhas localizadas nas montanhas próximas.

As operações foram dificultadas por uma forte tempestade tropical que atingiu a região nos dias seguintes ao desaparecimento, tornando o terreno escorregadio e aumentando os riscos nas áreas de mata fechada e encostas íngremes.

Durante os dias de buscas, a família realizou diversos apelos públicos. O caso ganhou repercussão internacional e foi destaque em veículos como CBS News, CNN e Fox News. A Embaixada dos Estados Unidos no Japão e o FBI também foram acionados para acompanhar o caso.

Na última sexta-feira (5), Nancy declarou à CBS News que temia que o filho pudesse ter se perdido ou sofrido algum acidente durante uma caminhada na região montanhosa.

Família organizou força-tarefa independente

Mesmo após o encerramento do protocolo oficial de buscas em áreas florestais, os familiares decidiram permanecer no Japão. O pai de Weston, Keith Higginbotham, percorreu aproximadamente 13 quilômetros pela cordilheira de Higashiyama para estudar o terreno e identificar possíveis áreas ainda não verificadas.

A família também arrecadou recursos para contratar uma equipe profissional de resgate e contou com a colaboração de montanhistas experientes e voluntários locais.

Na manhã de sábado (6), os integrantes da operação independente reuniram-se em uma cafeteria de Yamashina para definir novos quadrantes de busca. Horas depois, um dos grupos localizou o corpo do estudante em uma área remota da região montanhosa.

Nancy Higginbotham

Universidade lamenta morte

A morte de Weston também foi confirmada pelo reitor da Auburn University, Christopher B. Roberts, que divulgou uma nota de pesar à comunidade acadêmica. No comunicado, Roberts descreveu o estudante como um “membro valioso da família Auburn” e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. “Nossos pensamentos estão com a família, amigos e pessoas próximas de Weston neste momento extremamente difícil”, afirmou.

Em uma mensagem publicada no Facebook, Nancy Higginbotham agradeceu o apoio recebido durante os dias de buscas e prestou uma homenagem ao filho. “Somos profundamente gratos às inúmeras pessoas nos Estados Unidos, Japão e em várias partes do mundo que compartilharam a história de Weston, rezaram por nossa família, ofereceram apoio e ajudaram nas buscas”, escreveu.

A mãe também pediu privacidade para que a família possa enfrentar o período de luto. “A dor que sentimos é impossível de colocar em palavras”, declarou.

A polícia de Quioto continua investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para determinar as causas da morte.

Notícias Relacionadas