Exportações de veículos novos a partir da China aumentam 60% em setembro
A China exportou mais de um milhão de veículos novos em setembro, um aumento de mais de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.
O número reflete a crescente demanda por modelos elétricos em meio aos maiores preços da gasolina em todo o mundo, devido à situação no Oriente Médio.
A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis disse na segunda-feira que as exportações de veículos novos totalizaram 1,05 milhão de unidades no mês passado. Isso é um salto de 61,4% em relação ao ano anterior.
As remessas de veículos nos primeiros nove meses deste ano ultrapassaram 8,2 milhões de unidades, já mais do que o total registrado em todo o ano de 2025.
Cerca de metade dessas exportações foram os chamados Veículos de Nova Energia ou NEVs, na sigla em inglês. A categoria abrange carros total ou parcialmente alimentados por baterias elétricas.
Enquanto isso, o número de automóveis novos vendidos na China no mês passado caiu 26%, chegando a 1,9 milhão de unidades. A queda na demanda ocorre em meio ao pessimismo dos consumidores sobre a economia e à redução dos incentivos fiscais para a compra de NEVs.
Montadoras chinesas têm buscado impulsionar as exportações para compensar vendas fracas no mercado doméstico, mas essa estratégia contribuiu para tensões comerciais.
A União Europeia está cada vez mais preocupada com o fato de montadoras chinesas estarem vendendo veículos no bloco com preços reduzidos devido à superprodução.
No Brasil, o avanço das marcas chinesas acompanha a tendência de forte expansão global das exportações de Pequim.
Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o mercado brasileiro importou 254,9 mil veículos produzidos na China entre janeiro e setembro, representando um crescimento de 106,4% em relação às 123,5 mil unidades registradas no mesmo período do ano anterior.
Os automóveis oriundos da China responderam por 55% do total de veículos importados pelo país no período e alcançaram uma fatia de 11,3% do mercado nacional, puxados pelo interesse crescente por modelos elétricos e híbridos de fabricantes como BYD e GWM.
Apenas no mês de setembro, o Brasil registrou o emplacamento de 56.766 veículos chineses, dobrando a participação das marcas do país asiático para 21,4% das vendas locais.
Fonte: NHK World/BR8 News
