PF mira Cláudio Castro em operação sobre o Banco Master

Casa do ex-governador do Rio foi alvo de buscas. Ação autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, subsidia investigação sobre compra de fundos do Master pela Rioprevidência.

PF investiga aporte de quase R$ 3 bilhões no Master feito pela Rioprevidência durante a gestão de Castro, que renunciou ao cargo em março
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) teve a cobertura onde vive na Barra da Tijuca revistada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26/05). 

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos no escopo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e subsidia uma investigação sobre um aporte de quase R$ 3 bilhões no Master feito pela Rioprevidência, entidade responsável por 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Além da casa de Castro na Barra, a PF cumpriu outros nove mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal.

É a segunda vez em menos de 15 dias que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, o ex-governador foi alvo de mandado de busca na Operação Sem Refino, por suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de sonegação de impostos na Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos.

Condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Castro está inelegível e renunciou ao cargo em março para escapar da cassação.

Defesa diz estar “serena”

Ao portal de notícias g1, o advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do Master sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

O então presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, está em prisão preventiva desde fevereiro, após renunciar ao cargo em meio às investigações.

Agora, a PF afirma ter descoberto novos aportes da Rioprevidência em fundos de investimento do banco de Vorcaro. Os valores, destinados a partir de julho de 2024, somam mais R$ 2,01 bilhões.

A Rioprevidência é um dos 18 institutos municipais e estaduais de previdência que fizeram investimentos pelo Banco Master, liquidado no final de 2025 pelo Banco Central em função de uma grave crise de liquidez e por suspeita de fraudes financeiras.

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