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Rastros de destruição: Tufão Jangmi deixa 23 feridos, fecha milhares de escolas e paralisa transportes no Japão

Tempestade atingiu Wakayama antes de perder força, provocou deslizamentos, danos a residências e o cancelamento de centenas de voos e serviços ferroviários.

ANN News

A passagem do tufão nº 6, batizado de Jangmi, provocou uma série de transtornos em diferentes regiões do Japão na quarta-feira (3), deixando ao menos 23 pessoas feridas, causando danos a dezenas de residências e afetando amplamente os sistemas de transporte e educação. Após cruzar parte do país, o fenômeno perdeu intensidade e foi reclassificado como ciclone extratropical às 21h.

Segundo a agência Kyodo News, o tufão chegou ao continente japonês por volta das 4h30, ao tocar o solo na porção sul da província de Wakayama. Antes disso, já havia passado por Okinawa e Kagoshima, onde também provocou impactos significativos.

De acordo com a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, os feridos foram registrados nas províncias de Okinawa, Kagoshima, Miyazaki, Tokushima, Nara e Aichi. Um dos casos, em Okinawa, foi classificado como grave.

Além dos ferimentos, o fenômeno danificou 57 residências em diferentes partes do país. Diante das fortes chuvas e ventos, governos locais emitiram alertas de emergência e ordens de evacuação para moradores de áreas consideradas de risco.

Um dos episódios mais preocupantes ocorreu na cidade de Kawazu, na província de Shizuoka, onde um deslizamento de terra atingiu uma linha ferroviária e derrubou postes de energia elétrica. Apesar dos estragos, não houve vítimas, já que o serviço ferroviário da Linha Izu Kyuko já estava suspenso devido às condições climáticas.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, informou que o governo recebeu diversos relatos de alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos de terra em uma extensa área que se estendeu de Kyushu até a região de Kanto.

Os efeitos do tufão também alcançaram o setor educacional. Segundo o Ministério da Educação, 5.378 escolas e universidades distribuídas por 23 das 47 províncias japonesas permaneceram fechadas ao longo do dia por questões de segurança.

Linhas ferroviárias tiveram operações interrompidas

A malha ferroviária japonesa sofreu paralisações em diversas regiões. Em Tóquio, a East Japan Railway (JR East) suspendeu a circulação da Linha Shonan-Shinjuku entre as estações Omiya e Odawara, além do trecho entre Ikebukuro e Zushi.

A Linha Tokaido teve os serviços interrompidos entre Odawara e Atami desde o início da operação diária. Já a Linha Sobu permaneceu sem circulação entre Sakura e Choshi durante toda a quarta-feira.

Os serviços expressos também foram afetados. A JR East cancelou todas as viagens dos trens Odoriko e Saphir Odoriko, que atendem a região de Izu, em Shizuoka. Os serviços Wakashio e Sazanami, com destino à região de Boso, na província de Chiba, também foram suspensos.

O Narita Express registrou interrupções, especialmente nos horários noturnos, impactando passageiros com destino ao principal aeroporto internacional da região de Tóquio.

Companhias aéreas cancelaram mais de 600 voos

O transporte aéreo também enfrentou grandes dificuldades. A All Nippon Airways (ANA) cancelou 287 voos, sendo 232 domésticos e 55 internacionais, afetando operações em Haneda e outros aeroportos do país.

Já a Japan Airlines (JAL) suspendeu 329 voos, dos quais 292 eram domésticos e 37 internacionais.

As companhias orientaram passageiros a acompanhar atualizações sobre seus voos, uma vez que os reflexos da passagem do tufão ainda podem impactar a operação aérea nos próximos dias.

Embora o Jangmi tenha perdido força ao longo da noite, autoridades seguem monitorando áreas afetadas por alagamentos e deslizamentos, já que o solo permanece encharcado em diversas regiões e o risco de novos incidentes não está totalmente descartado.


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