Tarcísio aciona Rodrigo Garcia e Marco Vinholi para conter desgaste com prefeitos
Dupla deve atuar para reduzir danos após reclamações de cidades no interior e tentar emplacar apoios municipais à reeleição
O ex-governador de São Paulo Rodrigo Garcia e o ex-secretário de Desenvolvimento Regional no governo João Doria, Marco Vinholi, terão a missão de apaziguar a relação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com prefeitos do interior paulista, em meio a relatos de desgaste na interlocução com os municípios.
Ex-tucanos, ambos se filiaram recentemente ao Republicanos, a convite de Tarcísio e de Roberto Carneiro, secretário de Governo do estado e presidente da sigla em São Paulo.
O que aconteceu
- Tarcísio quer se aproximar de prefeitos do interior de SP: Rodrigo Garcia e Marco Vinholi são incumbidos de melhorar a interlocução do governador com municípios.
- Ambos, ex-tucanos, filiaram-se ao Republicanos a convite de Tarcísio e Roberto Carneiro, presidente da sigla no estado.
- Prefeitos do interior paulista têm expressado insatisfação com Tarcísio de Freitas devido à falta de proximidade e queda na distribuição de recursos.
A estratégia é que a dupla atue diretamente na articulação política para melhorar a imagem do governador junto às prefeituras. Segundo prefeitos ouvidos pela ISTOÉ, Rodrigo Garcia ainda mantém capital político relevante entre gestores municipais, especialmente pelo período em que atuou como vice de João Doria e, posteriormente, como governador do estado. De acordo com esses interlocutores, há um “carinho” por Garcia pela atenção dada às demandas locais naquele período.
Já Vinholi, que atualmente é diretor técnico do Sebrae-SP, é visto como um nome com boa interlocução com prefeitos e lideranças municipais.
Os prefeitos do interior de São Paulo têm apontado insatisfação com Tarcísio pela falta de aproximação com as administrações municipais. Além da queda na distribuição de recursos, municípios relatam dificuldades de acesso ao chefe do Palácio dos Bandeirantes.
Os Prefeitos que se sentem desprestigiados pelo governo de Tarcísio de Freitas prometem, de forma sutil, cruzar os braços durante a campanha. “Não temos nenhuma simpatia por Fernando Haddad. Mas, para nossa cidade, é melhor uma nova figura que cumpra acordos do que mais quatro anos de decepção”, confessou um prefeito sob condição de anonimato.
Apesar disso, prefeitos avaliam que Tarcísio mantém capital político suficiente para se manter competitivo, impulsionado pelo bolsonarismo, mesmo sem depender diretamente das administrações municipais. Ainda assim, lideranças locais podem influenciar o desempenho eleitoral em redutos específicos, o que pode beneficiar adversários na disputa, como o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
Fonte: Revista IstoÉ
